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Festival chinês de carne de cão
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Festival chinês de carne de cão

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Dez mil. Este é o número estimado de cães que são assassinados a cada edição do Festival de Yulin, na província de Guangxi, na China.

Já ouviu falar na festa?

Popular na China, ela reúne, todos os anos, milhares de pessoas, que vão ao evento com uma única intenção: empanturrar-se de carne de cão.

Trata-se de uma espécie de tradição chinesa, criada para comemorar o Solstício de Verão (aquela data do ano em que o dia é mais cumprido, devido a posição do Sol). Mas ativistas do mundo inteiro consideram o costume bárbaro e estão dispostos a acabar com ele de uma vez por todas.

Como? Está a correr na rede um twitter com a hashtag #StopYulinFest. A ideia é que todas as pessoas que são contra o festival twitem alguma coisa expressando a sua indignação e, juntas, pressionem o governo de Yulin – ou, melhor ainda, da China – a cancelar a edição de 2015 do evento, que acontece a 21 de junho.

No ano passado, uma manifestação semelhante correu na rede e, embora o festival tenha acontecido, o público diminuiu, o que obrigou os vendedores de carne de cão a subir o preço da mercadoria. Quem sabe se este ano não conseguimos embargar a festa de vez?

Pouco a pouco, a cultura de comer carne de cão está está a desaparecer na Ásia. Em Hong Kong, a prática é proibida desde 1950. Filipinas e Taiwan seguiram o exemplo e, em 1998 e 2003, respectivamente, também sancionaram leis de bem-estar animal que proíbem o abate de cães e gatos para fins alimentares.

Muita gente é a favor, mas outros tantos acham absurdo interferir num hábito cultural dos chineses, uma vez que no Ocidente também há o costume de comer carne de outros animais. Para essas pessoas, os ativistas, têm um contra-argumento na ponta da língua: os cães assassinados em pleno Festival de Yulin são submetidos a maus-tratos e não são criados para abate. Muitos são roubados ou capturados no meio da rua e, por isso, podem transmitir doenças às pessoas que os comem.

Isto leva-nos a pensar que se os cães forem criados para abate, já não é uma situação deplorável?

Também é um facto que muitos animais que são consumidos de forma comummente aceite, como galinhas, perus e mesmo vacas são mantidas em condições atrozes, confinadas a pequenos espaços e alimentados e preparados para um crescimento rápido até ao abate.

Também há quem considere que o porco ainda é mais inteligente que o cão e por isso não se deveria comer carne de porco, mas de cão, porque se reproduzem livremente e existe excesso de animais. São questões culturais e religiosas que definem os valores das pessoas.

Bom, isto para dizer que os argumentos são sempre muitos e diversos. Não obstante o abate de animais é sempre um cenário triste, seja de cão ou de outra espécie.

 

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