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4 passos para fazeres o que sabes que é para ser feito
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4 passos para fazeres o que sabes que é para ser feito

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Olá! Eu sou o João Diogo, criador do Shoo, e neste vídeo vou mostrar-te quatro passos para tu fazeres aquilo que tu sabes que é para ser feito, mas que não estás a conseguir fazer. No fundo, vou mostrar-te como é que tu podes dar a volta ao “faço depois” e ao “tenho que fazer”.

Muita gente que resolve empreender, que resolve ir em frente com os seus sonhos, conhece aquele espaço em que tem a certeza absoluta do que é para ser feito, qual é a tarefa a ser feita, mas não consegue entrar em acção. Fica neste espaço de procrastinação, de “não me apetece”, em que a mente cria um diálogo interno que consome todos os seus recursos energéticos, emocionais, mentais e físicos. De um lado há uma voz “faço amanhã ou faço depois”, do outro lado há outra voz que diz “tenho que fazer”.

Nós entramos nesta luta de nos dar com o chicote e por outro lado de adiar a acção ou o começo da acção e é por aqui que desaparece a nossa energia criativa, é por aqui que desaparece o nosso potencial criador, em vez de fazermos, de agirmos, que é o único sítio na acção física em que nós podemos realmente transformar a nossa realidade. Perdemos tempo a tentar resolver este diálogo e a tentar encontrar alguma solução dentro deste diálogo.

Quando tu és capaz,por outro lado, de dissolver este diálogo e de fazer acontecer,tu vais entrar num ritmo criativo.

Vais descobrir estados de orgulho próprio, de amor-próprio, de auto-satisfação pela acção certa no caminho que tu estás a percorrer que não são possíveis quando estás neste diálogo do “faço amanhã”.

Se ficares preso neste diálogo do “faço amanhã”, se não conseguires de uma vez por todas dar-lhe a volta, o que vai acontecer é que ao longo do tempo vais perdendo auto-confiança. Vais-te convencendo cada vez mais que és uma pessoa que não é capaz. Infelizmente, é o que acontece com a maior parte dos seres humanos vivos neste planeta. Chegam a uma altura em que se resignam à vida que lhes foi oferecida, em que se resignam a viver pela sobrevivência em vez de irem mais além, em vez de descarregarem todo o seu potencial na vida do dia-a-dia.

A verdade é que quando tu começares a fazer acontecer com consistência, em primeiro lugar tu vais limpar tudo aquilo que está por acabar – todas aquelas pontas soltas que existem na tua vida vão merecer a tua atenção. Mas vais chegar a uma altura em que, ao manteres este ritmo criativo ao longo de um espaço de tempo prolongado (de meses ou de anos), o que está para trás está resolvido.

Começas a entrar em zonas de pura criatividade, em que os resultados começam a surgir e em que a tua vida começa a tomar uma dimensão que até então nunca seria possível. Enquanto estavas na luta do “tenho que fazer” – “faço amanhã”, a vida era simplesmente uma rotina aborrecida. Quando isso começa a desaparecer da tua vida, à medida que vais andando, vais mesmo entrar nesta nova fronteira de potencial, de possibilidades, de oportunidades, de pessoas, de conhecimentos, de afluência financeira. Toda a tua realidade tem o potencial para se transformar.

Porque é que é assim? Há apenas duas razões pelas quais nós entramos no diálogo do “faço amanhã” – “tem que ser”. Esses dois motivos não têm nada a ver com motivação interna, não têm nada a ver com a nossa capacidade para fazer acontecer neste momento. Têm simplesmente a ver com termos ciclos em aberto, termos tarefas, projectos, relações, ideias que dissemos que íamos empreender, que começámos e não acabámos – ciclos que estão em aberto, que estão por fechar, coisas que estão por completar.

A segunda razão pela qual a nossa mente se perde neste diálogo do “tenho que fazer” – “faço amanhã” é termos conflitos por resolver com alguém. Estas são as duas únicas razões pelas quais nós perdemos energia:

  • coisas por terminar, tarefas, projectos, ideias que não estão fechadas, em que ficaste a meio do caminho;
  • conflitos com outras pessoas, que quando estão resolvidos de repente libertam toda a tua energia, todo o teu potencial para agires em frente.

Então como é que tu resolves isto? Como é que dás a volta ao “tenho que fazer” – “faço amanhã”?

 O primeiro passo que tens a dar é criares, descobrires, esclareceres o teu Porquê – aquela razão suficientemente forte que está em consonância contigo, com os teus valores, com quem tu és, que te diz “eu quero fazer isto, eu vou em frente com isto”.

Esse Porquê é original, é muito teu, é muito particular à tua pessoa. A maior parte das pessoas com quem começo a trabalhar dizem que querem fazer isto ou aquilo porque querem ter uma casa melhor, ou querem um carro melhor, ou querem pôr os filhos numa escola melhor. Mas a esses Porquês que elas me dão normalmente falta-lhes a garra que representa algo que está em total consonância com os nossos valores. Então tens que fazer esta busca, tens que te perguntar: “Porque é que eu vou em frente? Porque é que eu quero empreender este projecto, esta tarefa ou esta acção?”

Quando tens esse Porquê bem definido, terás que ter uma visão de longo prazo.

Tens que ter um desenho do que é que tu queres viver na tua vida a longo prazo, o que é que tu queres construir no longo prazo.

Porquê? Os resultados que tu tens hoje em dia, os resultados que tu tens agora na tua vida, são decorrentes das decisões que tu tomaste no passado. É impossível alterar a nossa realidade física num estalar de dedos – demora tempo. Nós temos que tomar novas decisões durante um período de tempo consistente que nos vão permitir criar um novo futuro, uma nova realidade, daqui a um ano, dois anos, três anos, dez ou vinte anos no futuro.

Além de teres um Porquê suficientemente forte, tu terás que criar uma visão de longo prazo. Sem essa visão – se a tua vida for simplesmente lutar pela sobrevivência no dia-a-dia – essa voz interior (“não me apetece, faço amanhã, tenho que fazer”) vai continuar a dominar o teu estado psico-emocional. Então tens que ter o Porquê e tens que ter a Visão.

 O terceiro passo é desconstruíres a imagem mental que tens à tua frente.

Quando nós entramos em procrastinação, quando o “não me apetece” começa a ganhar terreno, normalmente temos demasiadas coisas num só ‘frame’ mental. Temos uma lista demasiado grande a construir e que de alguma maneira estamos a encaixar toda no mesmo espaço mental. Tu terás que conscientemente desconstruir esse espaço mental e compreender que a acção é uma acção no tempo.

Existe uma linha do tempo em que primeiro tens uma acção, depois tens outra, depois tens outra. Terás que colocar prazos temporais em cada uma dessas acções, para desfazeres a tua imagem mental que está a catalisar o teu estado emocional. Este é o terceiro passo. Pega no bolo que tens à tua frente, da quantidade de coisas que tens que fazer, e distribui-o no tempo – distribui-o ao longo dos dias, das semanas, dos meses e dos anos.

 O quarto e último passo é comprometeres-te.

Agora tens o Porquê, tens a Visão, tens a linha do tempo do que é para construir – compromete-te apenas com o ‘frame‘ que está à tua frente, com essa primeira acção, com essa primeira tarefa e apenas com ela. Elimina as outras da tua mente, porque elas só estarão à tua frente quando tu tirares esta da frente – quando tirares a primeira, virá a segunda, virá a terceira e virá a quarta. Mas compromete-te apenas com a primeira.

Estes são os quatro passos para tu ganhares a luta ao “não me apetece fazer hoje”, ao “faço amanhã”, ao “tenho que fazer” e ao bateres-te com o chicote a ti próprio(a).

  1. Em primeiro lugar descobre o teu Porquê;
  2. Em segundo cria uma Visão de longo prazo;
  3. Depois desconstrói a imagem mental e cria uma linha do tempo;
  4. E finalmente compromete-te apenas com a primeira acção, apenas com o primeiro passo.

Experimenta usar isto na tua vida! Experimenta agora lembrar-te da última vez que estiveste neste espaço de confusão e perceber qual era a dinâmica que estava em acção e quais eram os elementos destes quatro que estavam a faltar e que poderiam ter resolvido essa confusão mental.

Nós fomos ensinados a querer tudo ao mesmo tempo, fomos ensinados a querer tudo já. Mas, como eu disse, para tu criares o futuro que tu queres, para criares aquela visão de longo prazo, tu terás que empreender a acção ao longo do tempo. Então há aqui uma necessidade de relaxar esta tendência de querer tudo já, de querer que as coisas aconteçam já, que seja tudo perfeito e compreender que há um espaço de tempo a ser percorrido. Por outro lado, se não tens este Porquê, se vives apenas para a sobrevivência, pergunta-te mesmo: “Porque é que eu não estou disposto(a) a viver mais isto? Qual é o meu real Porquê? Qual é a real visão que eu tenho para a minha vida?”

Houve uma altura, há quatro anos, em que eu fui à bancarrota e entrei num espaço de “Vou trabalhar? Como é que eu vou pagar as minhas dívidas? Vou à procura de um novo emprego, de uma nova empresa?” Nessa altura, passei três, quatro meses a perguntar-me “O que é que eu quero realmente da minha vida? Já que estou na bancarrota, já que vou ter que começar do zero, como é que eu construo aquilo que eu quero construir? O que é que eu realmente quero deixar no mundo? A que é que eu quero realmente dedicar os 20, 30, 40 ou 50 anos que eu tenho pela frente? O que é que eu quero construir no longo prazo?”

Esta pergunta foi a única pergunta que eu encontrei para silenciar a minha preocupação constante – foi perceber que havia algo que eu queria construir no mundo e que eu poderia dedicar a minha vida a construí-lo. Depois a minha situação financeira resolver-se-ia, ao longo do caminho, os meus conflitos familiares resolver-se-iam ao longo do caminho, desde que eu estivesse a correr atrás dessa visão. E foi realmente o que aconteceu. Eu consegui serenar o meu sino interno, consegui serenar o meu conflito e ao longo do tempo tenho vindo a serenar os meus conflitos com o exterior, com outras pessoas com as quais eu me senti ofendido ao longo da minha vida e tenho vindo a fazer pazes. Porque compreendo que ter estes conflitos dentro de mim me faz tropeçar no meu caminho de longo prazo, me faz cair no meu caminho de longo prazo.

Este é o convite! O convite para ti é que tu feches os ciclos que tens em aberto, todas essas ideias que tiveste mas que nunca acabaste, que decidas de uma vez por todas se é uma ideia que vale a pena construir ainda ou se de uma vez por todas vais arrumá-la no armário e fica ali porque não interessa no caminho que tu queres construir. Em segundo lugar, fazeres o telefonema – perceberes quem são as pessoas com as quais tens conflitos que surgem na tua psique quando estás a agir e quando surge o medo ou a insegurança, quais são esses conflitos que crias na tua mente – e resolveres esses conflitos. Pegares no telefone, pedires desculpa, compreenderes qual é o seu ponto de vista, compreenderes qual é a verdade e que esse “bicho papão” não é real e dissolveres isso.

Porque quando os tirares da tua vida, com o teu Porquê, com a tua Visão, com o teu ‘timeline’ e com o teu compromisso com a primeira acção, tu vais ter energia, vais ter outra vez o comando do “não me apetece” e da tua mente.

Era isto que eu te queria mostrar hoje – estes quatro passos para tu resolveres o “faço amanhã”, “tenho que fazer hoje” e “não me apetece”. Descobre, revela qual é o teu Porquê suficientemente forte; cria uma Visão de longo prazo, aquilo que tu realmente queres fazer e que queres construi na tua vida, aquilo que tu queres deixar para os teus filhos, aquilo que te mexe nos botões todos, aquilo que tu faz vibrar; cria uma linha do tempo, espaça todo esse barulho que tens na cabeça ao longo do tempo, faz um “zoom-out“; e compromete-te apenas com a primeira acção, com a primeira tarefa.

Até que nos encontremos outra vez, atreve-te! Atreve-te a sonhar alto, atreve-te a seres autêntico(a) e atreve-te sobretudo a fazer acontecer hoje!

Até já! ***
João Diogo

http://www.shoo.pt

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