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A Hipnose e o Síndrome de Repressão Mediúnica
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A Hipnose e o Síndrome de Repressão Mediúnica

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kardecismo_e_umbanda[1]“O homem sabe mais do que aquilo que compreende.” ~ Alfred Adler

Situações de informação intuitiva começam a surgir-nos desde crianças, poder-se-á dizer desde que somos fetos, ainda no ventre da nossa mãe. Recebemos e processamos informação sem a perceber.
A partir do nosso nascimento a percepção da informação que recebemos fica condicionada à envolvente socio-cultural.
Se uma criança diz aos seus pais que a sua falecida avó lhe apareceu quando se estava a deitar e lhe deu as boas noites… Podemos esperar reacções diversas, entre as quais:
a)-a mãe, assustada, agarra-se à  criança a chorar, assustando a criança;
b)-pai e mãe entreolham-se, disfarçam e mudam de conversa;
c)-ambos os pais sorriem, fazem uma festa no rosto da criança, dizendo-lhe “a avó ama-te muito”.

Prevendo que, na maior parte dos casos, as reacções serão a) e b), a criança aprenderá – instintivamente – a reprimir.
Anos mais tarde, essa mesma criança cria um amigo imaginário. Ao princípio, a família não repara. Mas torna-se difícil não reparar.
Levam a criança a um “especialista”, que recomenda medicação e consultas.

A dinâmica imaginativa é reprimida, anestesiada.
Mas a criança, adolescente começa a intuir, a imaginar ou sentir com mais intensidade e frequência. Tentando reprimir como sabe. Mas sofrendo.

Tem dificuldades em dormir. Em se manter concentrada. Pode sentir picos de ansiedade, e sentindo-se vitimizada por estas circunstâncias que a condicionam, tende a deprimir-se.
Provavelmente recorrerá à medicação, que ajuda em parte – anestesiando-a emocional e cognitivamente.
E vai sobrevivendo como pode ou sabe.

No trajecto de sobrevivência, para além de todos os males psicológicos, esta dinâmica interna poderá começar a somatizar-se. Algumas destas pessoas, recriminando-se por esta sua sensibilidade, viram essa zanga para dentro do seu próprio corpo. E, dependendo de como cada uma sente esta condicionante, poderão surgir problemas na pele (se se sentem diferentes);  doenças auto-imunes (se se recriminarem); problemas na garganta ou no aparelho respiratório (se sentirem que têm de calar o que sentem); etc…

É um percurso de vida difícil quem segue o caminho de reprimir esta sua característica, receando-a ou sentindo-se vítima dela. Agregando todo um conjunto de situações que podem quase  configurar um síndrome, que bem poderia receber como nome “Síndrome de Repressão Mediúnica”.

Existem outros caminhos. Outros caminhos para além desta estratégia auto-repressiva.
E neste contexto será interessante conhecer, ou rever, o fantástico testemunho da psicóloga Eleanor Longden sobre o seu próprio trajecto terapêutico e de libertação.

Numa óptica espiritual ou vertente meditativa, pessoas com estas características poderão adquirir práticas que as ajudem a lidar com estes processos. Criando desta forma competências e estratégias que as ajudam a fazer a sua vida, de uma forma tranquila.

A hipnose, como parte de um processo terapêutico ou de desenvolvimento pessoal/espiritual pode, igualmente, ser um caminho para a criação dessas competências e estratégias. Mas poderá ser também um recurso importante na ressignificação de alguns eventos traumáticos que essa pessoa terá experienciado, ao longo da sua vida – alguns com um intenso registo emocional.

Muitas destas pessoas já procuram ajuda na hipnose e na hipnoterapia, trazendo inicialmente sintomas mais relacionados com ansiedade ou depressão, não se sentindo à vontade para partilhar esta sua questão tão pessoal. Receando julgamentos precipitados sobre a sua sanidade mental.
Mais à frente, com uma relação terapêutica já estabelecida, sentem-se então mais confortáveis para partilhar pormenores sobre aquilo que referem como sensibilidade, premonição, intuição ou mediunidade. Podendo ser então abordada mais directamente.

Respeitando o sistema de crenças e convicções da pessoa, o hipnoterapeuta flexível poderá propor um conjunto de exercícios e técnicas que não só estabilizarão situações do passado como ajudarão a criar estratégias para o dia-a-dia dessa pessoa.
A hipnose funcionará assim como uma ponte entre a experiência espiritual subjectiva e as abordagens psicoterapêuticas ou filosóficas de ressignificação. Podendo, para além de qualquer eventual medicação estabilizadora, ajudar a uma estabilização cognitiva, emocional, comportamental e – para quem acredita – espiritual.

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Autor
Autor, terapeuta e formador na área de Hipnose Clínica/Hipnoterapia. Pertence, na qualidade de "Full Member" à British Society of Clinical Hypnosis (www.bsch.org.uk), possui formação em consultoria filosófica na linha de Lou Marinoff (Gabinete Project@ - Portugal) e competências na área da Cura Prânica (linha do Mestre Choa Kok Sui). Com formação específica em campos como o dos Cuidados Paliativos, Interpretação de Sonhos, Ataques de Pânico, Controlo de Peso, Controlo de Tabagismo, TLT (Time Line Therapy), EMDR (Eye Movement Dessensitization Reprocessing) , ETA (Empowerment through Archetypes), Life Between Lives (Vidas entre Vidas) e Smoking Cessation (Cessação Tabágica) e HypnoBirth (Hipnoparto). Recebeu formação directa de alguns dos mais eficazes e proeminentes hipnoterapeutas/psicoterapeutas internacionais na área da hipnose clássica, hipnoterapia cognitivo-comportamental, hipnose ericksoniana e terapias regressivas. Coordena e mantém, desde Julho de 2006, o blog sobre pensamento positivo Hipnozz.Blogspot.com, é autor dos livros "Hipnose nos nossos dias" publicado pela editora Ariana em Janeiro de 2009 e "Hipnose e Ansiedade" publicado pela mesma editora em Julho de 2010. Colaborou e colabora regularmente com vários orgãos de comunicação social, organismos oficiais e entidades de ensino, divulgando e abordando a temática da hipnose.

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