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Zona de Conforto
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Zona de Conforto

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Forma de pensar e agir habitual da nossa mente

O que é uma zona de conforto?
Quando ouvimos a expressão “zona de conforto”, associamo-la a um local onde tudo é agradável e fácil para nós. Mas na verdade, “zona de conforto” é um processo no nosso cérebro e na nossa mente, é a forma de pensar e de agir habitual da nossa mente. Muitas vezes, nem são hábitos confortáveis ou hábitos que nos fazem permanecer em locais confortáveis e em que tudo seja agradável, pelo contrário. A zona de conforto mantem-nos nos nossos hábitos, não por serem mais agradáveis, mas porque são algo conhecido e habitual para nós. Mesmo que sejam dolorosos, autodestrutivos ou prejudiciais, mantemo-nos neles apenas porque são o que conhecemos. Quantas pessoas não conheces que se mantenham numa relação que não as preenche mas que já é “habitual” ou que estejam num trabalho onde não tenham oportunidade de crescimento nem de florescer mas que se mantêm lá? Os seres humanos são criaturas de hábitos. O nosso cérebro cria ligações neuronais (sinapses) para nos permitir agir mais depressa nas situações que se apresentam a nós com regularidade, e quanto mais agirmos de determinada maneira mais reforçada é a ligação neuronal e mais profundamente é inscrito esse hábito em nós.

Então como fazemos para sair da “zona de conforto”?
Não é fácil abandonar um hábito de um dia para o outro, e mais do que eliminar um hábito, o melhor a fazer é substituir o hábito actual por um novo hábito mais saudável. Para reforçar esse hábito novo, teremos de agir de forma consistente de cada vez que formos confrontados com situações em que escolheríamos pensar ou agir de forma habitual, tomando sempre a decisão de pensar/agir da nova forma. É um processo que pode levar algum tempo. O tempo que demora varia de pessoa para pessoa, varia consoante o empenho e sobretudo consoante a abertura e a confiança na sua capacidade para constituir o novo hábito desejado.

Será que o que nos falta é consciência de nós próprios?
Sim, a falta de autoconsciência é um dos motivos porque não mudamos! Como pudemos mudar um hábito que nem sabemos que temos? É essencial a auto-análise para desenvolver a autoconsciência. Ao tomarmos consciência de um hábito “prejudicial” que temos, ganhamos um novo poder sobre nós. Quantas vezes por dia suspendes a correria habitual para confirmar como te estás a sentir? Quantas vezes questionas a tua forma de pensar e de agir? Quantas vezes assumes a responsabilidade pelo estado actual da tua vida em vez de culpar sempre “os outros”? Ter responsabilidade pela própria vida não é ser culpado pelo que nos acontece, é assumir que temos a capacidade de agir e reagir de forma diferente do habitual e que conseguimos melhorar o que queremos melhorar em nós. Só assumindo que somos capazes de nos melhorar é que conseguimos sair da nossa zona de conforto.
Mudar um hábito até pode parecer algo assustador e doloroso, mas na verdade é algo muito gratificante. É algo belo e libertador! É como renascer novamente para a vida, porque quando nos tornamos mais conscientes e quando nos melhoramos, passamos a ver a vida de forma diferente, com menos drama e com verdadeira felicidade em todo o nosso ser.

De cada vez que agires ou pensares de forma nociva, pergunta-te porquê? O que despoletou essa forma de pensar ou agir? O que se esconde por detrás desse comportamento? Como gostavas de te sentir, de pensar e agir nessa situação? Escolhe, e de cada vez que uma situação semelhante se apresentar em que reagirias da forma antiga, age da nova forma. Isso irá fortalecer a nova ligação neuronal e enfraquecer a antiga, até que prevaleça apenas a nova ligação e a nova forma de pensar e agir.

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