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Outra história do Natal
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Outra história do Natal

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Página Inicial Origens Outra história do Natal

Em Antioquia (a atual Antáquia, na Turquia), no ano 386, João Crisóstomo impulsionou a comunidade a unir a celebração do nascimento de Cristo com a do dia 25 de Dezembro, ainda que parte da comunidade já destinasse esse dia pelo menos desde há 10 anos atrás. No império Romano as celebrações de Saturno durante a semana do Solstício, que eram o principal acontecimento social, chegavam ao seu apogeu no dia 25 de Dezembro.  Para tornar mais fácil aos romanos converterem-se ao cristianismo sem abandonar as suas festividades, o papa Júlio I pediu no ano de 350 que o nascimento de Cristo fosse celebrado nessa mesma data.

Alguns consideram que o dia 25 de Dezembro foi adotado somente durante o século IV como dia de festa cristão, depois do imperador romano Constantino I se ter convertido ao cristianismo para animar um festival religioso comum e converter os pagãos em cristãos. A leitura atenta de registos históricos indica que a primeira menção a tal festejo em Constantinopla não ocorreu senão até ao ano 379, sobre a influência de São Gregório Nacianceno. Em Roma encontra-se mencionado num documento de 350, no entanto sem nenhuma menção de sanção pelo imperador Constantino. Não se conhece exatamente o dia de nascimento de Jesus (já que os dados cronológicos não são exatos e as fontes históricas não mencionam datas, como é o caso da Bíblia).

Contudo, o Papa Júlio I estabeleceu a data de 25 de Dezembro, dia próximo a muitas festividades do solstício de inverno para a igreja do Oriente, fixando assim a solenidade do nascimento nesta data.  Os romanos já tinham as suas celebrações nos dias 17 a 23 de Dezembro, dias festivos em que a arte da culinária tinha um protagonismo importante e o dia 25 de Dezembro era a festa pagã da exaltação do Sol.

Ainda que se creia que Jesus Cristo tenha nascido na Primavera – e uns cinco anos antes do que é contabilizado pelas nossas datas – os primeiros cristãos elegeram esta data para a fazer coincidir com as festas pagãs do Sol.

Desta forma prosseguia a política da igreja primitiva, a qual consistia em absorver e não reprimir os rituais pagãos existentes, que desde os primeiros tempos celebravam o solstício de inverno e a chegada da primavera. A festa pagã mais estreitamente associada com o novo Nascimento era o Saturnal Romano, no dia 19 de Dezembro, em honra a saturno, deus da agricultura, que se celebrava durante sete dias de muita diversão e banquetes. Ao mesmo tempo, celebrava-se no norte da Europa uma festa de inverno similar, conhecida como Yule, em que se queimavam grandes troncos adornados com ramos e fitas em honra dos deuses para conseguir que o Sol brilhasse com mais intensidade.

Passaram 345 anos desde o nascimento de Jesus até que foi oficialmente reconhecido pela igreja Católica. A ação dos santos João Crisóstomo e São Nicolau foi decisiva para que finalmente se declarasse como data de nascimento de Jesus o dia 25 de Dezembro. Isto era uma clara demonstração de que a igreja continuava com a sua estratégia de manipular os rituais pagãos já existentes para os eliminar, mas evitando o descontentamento massivo através da não negação oficial dos mesmos. A figura do Pai Natal (Santa Claus, Sinterklaas ou Père Noel segundo cada país), parece ter sido inspirada na vida do bispo de Mira – na atual Turquia – conhecido hoje como São Nicolau, cuja imensa popularidade pela sua bondade e generosidade pelos pobres estabeleceu a criação de um mito associado ao nascimento.

Quando no inverno as árvores perdiam as suas folhas, os germanos vestiam-nas para que os bons espíritos que nelas habitavam regressassem depressa. Os enfeites mais comuns eram maçãs ou pedras pintadas que estão na origem dos enfeites atuais. As bolas de cristal foram incorporadas por volta de 1750 na Boémia. Boa parte da tradição das árvores de natal teve a sua origem numa lenda europeia: dizia-se que numa noite fria de inverno, uma criança procurou refúgio na casa de um lenhador e da sua esposa que lhe deram de comer. Durante a noite a criança transformou-se num anjo vestido de ouro: era o menino Deus. Para compensar a bondade dos anciãos, tomou a rama de um pinheiro e disse-lhes para a plantarem e que todos os anos daria frutos. E assim foi: aquela árvore deu maçãs de ouro e nozes de prata.

Foi São Francisco de Assis quem popularizou o costume de criar um presépio. Na sua viagem a Belém, no ano de 1220, ficou maravilhado pela forma como era comemorado lá o Natal. Então, quando regressou a Itália pediu autorização ao Papa Honório III para representar o nascimento como um presépio vivo. A partir desse momento a tradição estendeu-se pela Europa e logo pelo resto do mundo.

Hoje o Pai Natal, a árvore e o presépio são os símbolos universais do Natal. A cena que representa o nascimento de Cristo foi-se completando ao longo do tempo e acrescentando outras figuras como os três Reis Magos.

O primeiro postal de Natal foi impresso em 1846 em Londres, Inglaterra. Muitos anos mais tarde parece a mítica figura do pai Natal com o seu trenó puxado por renas e carregado com enormes sacos de jogos, que daria às crianças que tivessem sido bem comportadas. Esta personagem específica é uma invenção dos EUA.

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